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Mostrando entradas de agosto, 2021

Narcomar, a rocha do suicídio

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Era muito incômodo viajar parado no corredor dos ônibus entre Atacames e El Salto, havia empurrões, para entrar e sair ao chegar nas paradas, ou dos vendedores ambulantes, uma música de baleias gritando, narcocorrido mexicano, ou baladas, que contavam histórias de desventuras amorosas ou maldades de traficantes de drogas mexicanos. A poucos quilômetros de Atacames, o ônibus subia a única ladeira no caminho para Muisne, a de Peñón del Suicida e Máxima quando viu daquele lugar uma frota de barcos de pesca, canoas de pescadores e a praia de Atacames, ele se lembrou daquela história que seu pai Ela contou a ela quando criança sobre um artesão que durante uma epidemia de malária e febre tifóide juntos, em um, agora chamado de sindemia, fez um Coral Christ de 40 cm, que o Banco Central havia ordenado que ela fizesse para seu Museu, mas então não compro. Chegou ao povoado um curandeiro espírita, que curou por telepatia e que salvou sua esposa em troca da imagem, depois milhares de pessoas vie...

Narcomar, 2012 para Chamanga

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Narcomar, 2012 para Chamanga Depois de meia hora de espera, o ônibus saiu de El Salto para Chamanga, a última freguesia antes de cruzar a ponte sobre o rio Cojimíes, que separa as províncias de Manabí e Esmeraldas, que fica dentro da Reserva Mache Chindul. Com baladas de Marco Antonio Solis e o alvoroço dos meninos argentinos, que se sentiam eufóricos por estar tão longe de seu país, explorando essas paisagens verdes e tropicais do Pacífico Sul-americano, o ônibus seguiu por uma nova rodovia, quase sem trânsito. Pela janela dava para ver como os manguezais e fazendas de camarão apareciam e desapareciam do lado onde ela estava sentada, assim como o mar, enquanto do outro lado as pastagens, o gado zebu ou brahaman, subiam e desciam por redondos e pequenos colinas. A história que seu pai lhe contou veio à sua memória, que em um dia como hoje em 2005, quando na companhia de Juan Carlos, um amigo da família, ele veio parar o corte de madeira, acompanhado por policiais e câmeras de segurança...

Mar de Narcos, 2012 Atacames

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  Mar de Narcos Atacames 2012 Máxima Umiña não parecia uma equatoriana, era alta, musculosa, de cabelos pretos e olhos escuros, mas de pele muito branca, como a deusa Diana caçadora na mitologia grega. Na rodoviária de Esmeraldas, ela teve que fazer uma coluna atrás de vários meninos argentinos, que também compraram passagens para o ônibus em que ela viajava. Todos eles tinham mochilas enormes, alguns com pranchas surf, sua bola de futebol ou um violão. O destino daqueles rapazes era a praia de Mompiche, uma enseada que tem uma montanha na parte sul e uma imensa praia vários quilómetros a norte, povoada de palmeiras, com a suave foz de um rio, que se pode atravessar a pé quando a maré está baixa. No ônibus havia o alvoroço dos argentinos, que se sentiam donos e senhores, cantavam, comentavam, riam e sua aparência física era de gringos ou europeus, mas muito mais bonita do que mudava a aparência das magrinhas com menos de 30 anos 70, aos gordos com mais de 30 anos, dos anos 90 e 200...

2012 Esmeraldas 2012 A chegada

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NARCO MAR Tudo começou naquele dia 14 de fevereiro de 2022, quando a Dra. Máxima Umiña se reuniu novamente com os promotores de saúde da OCAME que sobreviveram à pandemia para lembrar o que era aquela organização camponesa onde seu pai, também médico, era um de seus instrutores em 1976, anos em que Equador, Chile, Bolívia, Argentina, Brasil viviam o chamado Plano Condor, para exterminar os chamados comunistas da região, após a morte do presidente do Chile, Salvador Allende. Seu pai lhe disse que seu sobrenome Umiña, de origem manabi, vinha de uma família de curandeiros da cultura baiana, cultura pré-colombiana que viveu no que hoje é a Bahia de Caráquez há 2.500 anos e aparentemente veio de algum lugar da Ásia. da Oceania. Esta cultura tinha como deusa o mar, que era representado por uma mulher chamada UMIÑA, uma deusa a quem rezavam e adoravam, porque os curava de doenças. Por isso, desde criança, pensava que tinha o dom de curar e só por colocar as mãos quentes sobre o abdômen do doe...