39. A assembléia para tirar o médico
Quando Máxima chegou ao dispensário da Campesina Vermelha de Salud de Santo Tomás, seu pomar de plantas medicinais estava destruído, mas o pior é que o presidente das filiadas e seu marido, que era presidente da Coopertiva de Pescadores, Fizeram uma assembleia nos exteriores com os utentes, nela propuseram retirar a Dra. Máxina do dispensário, acusando-a de ser uma mulher serrana, esta nascida nos Andes, que deu plantas medicinais aos medicamentos e que a Os 4 dólares mensais que os afiliados contribuíram foram para que lhes dessem remédios, não plantas, mas também, em conluio com seus parentes, o presidente inventou todo tipo de mentira.
O propósito de tirar o médico era na verdade mudar o horário, porque a enfermeira não gostava ou era conveniente, ela ficava atrás de tudo.
O problema é que essa assembléia e as denúncias contra Máxima foram noticiadas no canal de TV em circuito fechado, que atingiu boa parte da população de Santo Tomás e San Medardo.
Chamá-lo de montanha, de acordo com a última constituição de 2008, foi motivo de julgamento por um crime de ódio, porque o termo montanha, que em lugar nenhum é uma coisa ruim, mas na costa do Equador tornou-se um insulto.
Máxima foi ao canal de TV, onde todas as terças-feiras tinha um programa de saúde.
“Bom dia, senhor diretor”, disse ela muito aborrecida, “pode me explicar como pôde passar essa notícia contra mim, que tanto me desacreditou?” É uma notícia falsa, um panfleto contra mim. Eles me chamam de serrana.
- Neste momento ligo para o âncora do noticiário Professor Mário - é ele quem tem de lhe responder.
Chegou um homem gordo com quem costumava cumprimentá-la na praia quando ela saía para correr, ele também costumava passear em frente ao mar.
-O presidente dos integrantes da Campesina Vermelha nos chamou por telefone para que pudéssemos comparecer àquela assembléia. Então apareceu uma mulher que a acusou e a outras pessoas. Lamento ter passado a notícia sem verificar se era verdade ou apenas uma campanha contra ele, se eram mentiras ou não. Eu imploro seu perdão
“Vou abrir um processo criminal por um crime de ódio.” Você pode me dar um gole do noticiário.
Naquele momento o diretor interveio- Não, não é possível a menos que venha por ordem do procurador ou do juiz.
- Na cidade, as pessoas que geralmente praticavam atos ilícitos como tráfico de drogas, tráfico de combustível, tráfico de pessoas e os mais ricos ficavam do lado do presidente das filiais e os demais do médico.
A médica reuniu provas contra o presidente das filiais e seu marido, descobriu que ela usava as contribuições da filiada para fazer autocréditos que acabaram em sua conta pessoal, o que lhe permitiu fazer um empréstimo bancário, comprar um carro que ela colocou em nome da filha, na qualidade de fiadora, também foi constatado que vendia dois e até três caminhões-tanque de gasolina muito grandes por semana, ou seja, ela estava no trânsito de combustíveis.
O problema assumiu tal dimensão que o director provincial da Rede Rural de Saúde organizou uma assembleia para decidir por votação se o médico fica ou sai.
Antes dessa assembleia, a médica viajou a Quito e obteve o apoio da diretora nacional da Campesina Vermelha, que abriu um inquérito ao presidente da Rede Santo Tomás, ela não podia se opor ao uso de plantas medicinais, que era algo para o qual que os médicos da rede pudessem recorrer, opcionalmente, como parte da integração da medicina ocidental e da medicina tradicional, proposta pela Rede, descobrir que o presidente havia utilizado as contribuições dos filiados para benefício pessoal, e mesmo não tendo pago o Rede na hora certa.
O problema assumiu tal dimensão que o director provincial da Rede Rural de Saúde organizou uma assembleia para decidir por votação se o médico fica ou sai.
- Aqui está a evidência de que a presidente da Rede utilizou as contribuições dos afiliados para seu próprio benefício, disse Máxima
"Isso não é verdade", respondeu o presidente.
O médico distribuiu cópias dos relatórios de contribuição e pagamento aos participantes.
A assembléia permitiu reconhecer o quanto era a corrupção dentro da Rede de Saúde Camponesa, que atendia inclusive partidos políticos como o partido Venceremos.
-Bem, como não há consenso, acho que temos que buscar a paz e a harmonia no dispensário, então peço à médica que retire sua denúncia criminal por ódio ao presidente e que a presidente desista de querer tirar o médico, para mudar o horário de trabalho, que deve permanecer como é das 11 da manhã para as 7 da noite, com uma hora para comer, o médico pode usar as plantas medicinais e usar o quintal do dispensário para fazer o seu jardim- foram as palavras de o diretor provincial da rede para encerrar a reunião.
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