NARCOMAR Capítulo 49. O narco assassino

A presença daquele jovem bandido que chegou armado ao dispensário, perseguindo outro, que havia encontrado um bloco de cocaína na praia, bebendo calmamente água do dispensário alarmou a Dra. Máxima

Bárbara, a assistente, tentou esconder o rosto, enquanto um sorriso zombeteiro apareceu em seus lábios. Queria ver o medo na médica que destruiu seus cartazes, nos quais havia escrito as novas regras do dispensário, às quais os pacientes deveriam obedecer sem protestar. Também o machucou muito naquela discussão amarga, que eles tiveram na semana passada, na frente de todos os curiosos da cidade.

-Claro que não é crime beber água daquele dispensador, mas é chato que você, Huevaso, venha aqui, onde estão meus pacientes, para fazer o que você fez, querer matar outro bandido como você, por um pacote de cocaína.

"Por um pouco de cocaína", respondeu ele com seu sorriso malicioso e zombeteiro, enquanto olhava para a nova assistente, para mostrar a ela sua audácia e ousadia, e impressioná-la.

Máxima descobriu nos gestos de sua assistente e do microtráfico, a cumplicidade que existia. Cheia de raiva, ela começou a aumentar o tom de sua voz e a ser agressiva.

- Neste exato momento você está saindo daqui, ou eu estou saindo e voltando para te procurar com a polícia, por atrapalhar o meu trabalho, o que você está fazendo é crime, caso você não soubesse.

- Ninguém me tira do nada, doutor, muito menos você. É claro para ele.

Máxima era mais alta e forte que Huevito, todos os dias ela se exercitava ou corria na praia, o que a ajudava a enfrentar o criminoso cara a cara.

"SUA CESTA HÁ MUITO TEMPO NESTE MOMENTO!", Gritou ele.

Para Huevaso e Bárbara, a voz e a atitude corajosa de Máxima os surpreenderam, apagando o sorriso zombeteiro de seus rostos.

Sabe que médico? ... Vou tirar você desta cidade. Ele me ouviu - foi o que o traficante lhe disse antes de virar as costas para ele e ir embora.

Ficou claro para Máxima que Bárbara e Huevaso não iam ficar calmos, uma guerra havia estourado dentro do dispensário.

Quando o dia acabou e ele se encaminhava para a última perua, foi abordado pelo professor titular da escola, que era genro do presidente da junta de freguesia.

-Médico- com licença, eu sou o professor da escola, entrei que a Roe a ameaçou, tome cuidado.

- Ele me disse que ia me animar. Que quiz dizer?

- Que ele vai atirar nela. Isso é sério, porque ele já mexeu com duas pessoas.

- O que é essa boneca?

- Ele já matou duas pessoas.

-Obrigado professor. Eu estarei alerta.

Na semana seguinte, um pescador muito magro, mas gentil, chamado Aristides veio ao consultório médico que o vira fumar maconha sozinho, entre duas pedras da praia, quando fazia suas caminhadas.

"Aristides, ele é muito magro", disse-lhe o médico.

- Sim, o médico maconha e a base me têm assim. Eu quero parar, mas não posso.

- Esse é um problema que acho que não consigo resolver. O que posso fazer é dar vitaminas e recomendar que vá a Santo Domingo de los Colorados, onde os índios Tsáchilas fazem terapia antidrogas, com cerimônias religiosas e ayahuashca. Aparentemente, drogas alucinógenas como ayahuscha são o antídoto para drogas estimulantes, como a cocaína, ou aquelas derivadas do ópio.

-Você conhece algum daqueles xamãs?

- Sim, meu pai trabalhou com um deles, sobrinho do famoso Abrham Calazacón.

-Me dê uma recomendação. Eu irei o mais rápido possível. É que minha esposa me deixou, isso me deixou doente.

-Claro que ele tem que ir para a cidade de Santo Domingo, ele mora na estrada para Quevedo.

No final do dia, como sempre, o médico subiu ao teto da perua, onde por acaso estava o pescador Aristides, que a convidou a sentar-se ao lado dele.

No momento em que a perua começou a se mover, Roe apareceu, com uma faca enorme na cintura.

Quando Aristides o viu, acendeu seu fumo de maconha e contou-lhe. Saia!

Huevaso sem dizer nada obedeceu. Aparentemente, o pescador Aristides era alguém com uma posição especial nessa rede de narcotraficantes.

Ao ver Huevaso subir para intimidá-la no teto da perua, deu ao médico motivos para descer em Santa Rosa e dirigir-se primeiro ao comando da polícia e depois ao Ministério Público para apresentar queixa contra Huevaso, por intimidação, que no Equador é um crime, que é pago com prisão.

Saiu do Ministério Público com a cópia da denúncia, foi a uma copiadora e fez mais cópias.

Dois dias depois, quando voltou ao dispensário Las Gaviotas, ele novamente encontrou Huvaso nele.

“O que você está fazendo aqui de novo?” Ele perguntou.

- Nada, só vim visitar minha amiga, a auxiliar Bárbara.

-Entre no escritório, temos que conversar em particular

O médico e o bandido entraram no consultório do médico, que se certificou de que a porta estava bem fechada para que ninguém pudesse ouvi-los.

-Tenha uma cópia desta queixa que fiz contra você na promotoria.

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