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Mostrando entradas de noviembre, 2021

NARCOMAR. Capítulo 55. Extorsão por telefone celular na escola

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No dia do festival da cidade, uma jovem da escola que era a candidata favorita a rainha da cidade foi extorquida por um colega de classe. -Se você não fizer sexo comigo vou publicar suas fotos íntimas nas redes sociais e ele mostrou uma para ele. Angela entrou em choque nervoso e foi ao posto de saúde. "O que há de errado com você, por que está tremendo e chorando?", Máxima perguntou à menina, que mal conseguia falar. Quantos anos tens? Eu tenho 16 Você está relaxando? Por que você está tremendo? Alguém na sua casa teve malária? Não doutor, estou muito nervoso. Porque? Porque um colega que pedi para me ajudar a consertar meu celular roubou algumas fotos que tirei pelado e as publicou na internet. Máxima, na companhia de Ângela, chegou à escola e contou ao reitor o que havia acontecido. “Não acredito que isso esteja acontecendo nesta escola”, disse o reitor. -A escola tem laboratório de informática, tem internet, os meninos mexem em tablets e celulares, a cidade agora tem tele...

Narcomar. Capítulo 54. A Revolução Educacional em uma Reserva Marinha

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A escola abandonada em El Faro era a prova para Máxima de que nas aldeias os ódios, ressentimentos, suspeitas e ultrajes eram mais importantes do que tudo, nas aldeias onde ela trabalhava. O governo mudou o modelo educacional e substituiu as escolas monoparentais e as antigas, pelas chamadas escolas do milênio, que eram enormes edifícios onde crianças e jovens estudavam dos 5 aos 18 anos. Esse novo modelo pedagógico, que criou grande resistência nas comunidades indígenas e em muitas comunidades camponesas, porque a escola não era apenas o local de estudo, desde a revolução liberal de Eloy Alfaro, em 1895, primeiro as escolas e depois os campos de futebol, tornou-se o centro da cidade. Lá as crianças se conheceram, criaram laços para toda a vida com seus vizinhos, as mulheres compartilharam problemas e os homens se agruparam para fazer trabalhos coletivos, festas ou jogos A escola organizada, convocava vizinhos, era um ponto de encontro das organizações locais, enfim, era o coração, o c...

NARCOMAR. Capítulo 51. Violência das drogas em uma reserva marinha

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O bingo se tornou o vício de mulheres e crianças em quase todas as comunidades, de San Medardo ao farol. À tarde, depois de se lavar, trabalhar na roça ou cozinhar, as mulheres se reuniam nas ruas para brincar, usando os centavos que ninguém queria, como moeda de troca. Foi um momento de encontro de vizinhos e familiares, que interromperam as divagações, para se concentrarem nas cartas e ouvirem os gritos de quem lia os números. Por outro lado, os homens tinham sexta à noite e sábado à noite para beber nas ruas, em frente às lojas que vendiam cervejas ou às cantinas, que transformavam os bêbados em um espetáculo público. Nas clínicas Misterio de Salud, nos subcentros, os pacientes eram geralmente crianças, mulheres grávidas e adultos, enquanto nas clínicas da Campesina Vermelha, a maioria eram idosos. Muitos daqueles idosos já não iam mais porque estavam doentes, mas o faziam para superar a solidão, o abandono em que se tornara a sua vida, desde que o mais novo emigrou. - Dona Rosa, vo...

NARCOMAR Capítulo 49. O narco assassino

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A presença daquele jovem bandido que chegou armado ao dispensário, perseguindo outro, que havia encontrado um bloco de cocaína na praia, bebendo calmamente água do dispensário alarmou a Dra. Máxima Bárbara, a assistente, tentou esconder o rosto, enquanto um sorriso zombeteiro apareceu em seus lábios. Queria ver o medo na médica que destruiu seus cartazes, nos quais havia escrito as novas regras do dispensário, às quais os pacientes deveriam obedecer sem protestar. Também o machucou muito naquela discussão amarga, que eles tiveram na semana passada, na frente de todos os curiosos da cidade. -Claro que não é crime beber água daquele dispensador, mas é chato que você, Huevaso, venha aqui, onde estão meus pacientes, para fazer o que você fez, querer matar outro bandido como você, por um pacote de cocaína. "Por um pouco de cocaína", respondeu ele com seu sorriso malicioso e zombeteiro, enquanto olhava para a nova assistente, para mostrar a ela sua audácia e ousadia, e impressioná-...

NARCOMAR. CAPÍTULO 48. Corrupção na Rede de Saúde Camponesa

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Não demorou muitos dias até que a nova diretora da Campesina Vermelha de Salud, que era assistente social, parceira de seu amigo Victoriano, amigo e aliado de seu pai desde os anos 1980, quando juntos organizaram os camponeses e suas organizações, que Eles resistiram ao temível presidente Ovejero, que trouxe o Plano Condor ao Equador e matou alguns jovens que pegaram em armas para fazer uma guerrilha do tipo M19 na Colômbia, sequestrou seu pai quando ele era o primeiro médico particular em Santa Rosa e o torturou em a base naval do terminal de petróleo e prendeu Victoriano, que teve que comer seu passaporte para evitar ser acusado de ser um comunista subversivo. Victoriano era da província do sul e foi lutar na Nicarágua quando o presidente Redondo enviou estudantes de medicina equatorianos para apoiar os sandinistas e padres da teologia da libertação, que chegaram ao poder na Nicarágua após derrubar Anastasio Somoza., O último dos Somoza, que governou isso país desde 1922, por 3 geraç...

47. A horrível agonia de um médico

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Todas as manhãs a médica aproveitava para correr de San Medardo a Santo Tomas, por uma distância de pouco mais de três quilômetros, e ao chegar a Santo Tomas chegava ao local onde esperava o ônibus ou estação, que a levava às segundas, quartas-feiras e sexta para Las Gaviotas e terça e quinta para El FARO. Na chegada do autocarro, aproveitou para comer uma cebola, o que lhe permitiu aguentar até às 5 da tarde, altura em que regressou de Las Gaviotas, onde não tinha onde comer, só podia tomar um refrigerante com pão ao meio-dia. trabalho contínuo. Em El Faro, sempre comia no mesmo restaurante, onde também comiam os médicos do subcentro do Ministério da Saúde. No ônibus, o mais gostoso era viajar com o dentista, que era uma pessoa de mais de 60 anos, Fulmer García, torcedor da morte do Barcelona de Guayaquil, que viveu ou morreu quando o time de seus amores ganhou ou perdeu . Máxima considerou o ônibus que a levava a San Miguel ou a perua que a levava a Las Gaviotas, um laboratório socia...